Pelo meu direito de ser (levemente) indecente

A moda vive exaltando os comprimentos mini – é só você ver alguns blogs que já vai perceber o quanto blogueiras valorizam esses tamanhicos de roupa. Só que normalmente são meninas muito magras, tipo europeu de corpo, com pernas fininhas e pouco seio.

Eu sou brasileira com mistura de italianos e negros na linhagem genética, o que me faz a little bit coxuda mesmo que eu esteja passando fome no Saara. Isso significa que mesmo que eu use um comprimento mini não tão mini, em mim sempre ficará meio exuberante. Like a potranca do funk.

Eu moro em Curitiba, uma capital meio recatada (pra não dizer uma província com sedes administrativas), e sofro um pouco. Curitiba é conhecida por ser gelada, mas quando aqui faz calor, meu amigo, é quente! Isso porque a cidade é muito úmida e a gente fica cozinhandinho como numa panela de pressão.

Ontem foi um desses dias em que, depois de muito frio, o sol saiu pra fritar a gente. Eu ia a pé ao centro (moro bem pertinho) e ter aulas de direção exposta ao sol, então resolvi colocar um vestidinho. Aqui em Curitiba todo mundo é educada pra não usar vestido nunca porque tá frio sempre no imaginário curitibano e se você quer mostrar as pernas na terra do inverno eterno, você deve ser piriguete.

era algo muito parecido com isso, mas sem o cachecol estúpido e com coxas reais dentro

Então eu caminhei com meu vestido envelope de comprimento no meio da coxa e decote v e me senti basicamente um frango assado caminhando no meio de um canil. Os olhares dos homens não eram tipo “nossa, moça, você está bonita hoje”, eram “NOSSA NOASJAKJ NUNCA VI MULHER NA VIDA JDAIDF” *baba e emite sons grotescos*. Houve um senhor com idade pra ser meu vô que me incomodou especialmente. Eu acho meio doentio quando um homem com idade pra ser meu vô me olha como se eu fosse um pedaço de carne porque, sabe, se ele acha que eu sou atacável pode ser que ataque as netinhas também.

Chegou um ponto da caminhada em que eu me senti culpada, muito culpada, e só queria voltar pra casa e me esconder e chorar. Eu senti medo porque poderia ser atacada a qualquer momento e me senti exposta. Eu comecei a pensar que eu era realmente culpada porque onde já se viu escolher aquela roupa, era óbvio que ia dar caca, que tipo de mulher eu sou?

Houve outro ponto em que percebi que as outras mulheres me olhavam com reprovação, como se eu estivesse ofendendo o universo delas e maculando toda a vida da cidade.

Lembrando que eu não fiz absolutamente nada de errado pra ninguém além de passar na frente delas com meu vestido que nem era tão curto. Eu nem conhecia aquelas pessoas que me julgaram ontem como se soubessem tudo de mim. E que meu vestido, na verdade, nem era tão curto assim.

Eu acho tudo isso muito curioso, sabe? Eu sou uma eterna nerd, que fez parte da seleção de xadrez do colégio. Eu sou uma dona de casa em uma relação monogâmica e estável com um respeitável Sr. Bancário. Eu lavo minha própria louça e roupa, pago minhas contas e realmente não lembro de ter traído meu noivo ou exposto nossa família a qualquer situação moral vexatória que sequer justifique levemente isso. E até pensar tudo isso é errado porque eu acho que eu poderia ser a perfect slut e ainda caminhar sem sentir culpa quando eu saísse pra fazer aulas de direção, ir até o mercado e olhar uma lojinha chinesa ou o que quer que fosse. Eu não estava ferindo o direito de ninguém.

Esses dias, eu vi esse vídeo aqui na timeline de várias amigas feministas e ontem lembrei dele.

Tem gente que acha que olhar, parar e mexer com você não arranca pedaço, mas fere a alma e te expõe ao ridículo sem você merecer.

Sabe, eu não tenho culpa alguma de ter nascido com coxas com mais de sessenta centímetros. Eu sinto calor e não, eu não vou me condenar a um jeans trancado que eu não gosto pra agradar a população. Eu tenho que respeitar meu corpo. E, naquele momento, meu corpo sentia calor.

Eu chego a pensar em me mudar dessa cidade nessas horas porque, francamente, que cantinho do mundo mais hipócrita onde uma mulher não pode usar uma saia sem provocar reações primitivas da sociedade.

Perguntei pra uma amiga ontem se minha roupa tava muito indecente. Ela disse que não tava, mas que não tinha coragem de sair de saia em Curitiba se não tivesse tipo 40º. Dai ela parou pra pensar e falou “o gozado é que eu sairia de saia em outra cidade com essa temperatura”.

O frio está nos olhos de quem vê. No fundo, ele só não passa de puro preconceito contra uma peça de roupas.

Nessas horas, eu sinto saudades de morar em São Paulo. Pode ter tudo que é problema naquela cidade, mas sempre que eu chego lá e vejo meninas de bermuda andando por aí sem serem condenadas a 50 chibatadas… Ai, que inveja!

PS: eu pensei se cabia publicar essa revolta aqui. Mas é um blog de Deborices, não é? E me questionar por que algumas coisas são assim só pra mulheres é uma Deborice constante também.

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Sobre Debs Camargo

Eu gosto de moda, de maquiagem, de decoração, de artesanato, de doces e bolos, de gatos e eu gosto muito mesmo de tudo que é bonito e deixa a gente mais feliz.
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37 respostas para Pelo meu direito de ser (levemente) indecente

  1. me senti contemplado em “eu vi esse vídeo aqui na timeline de várias amigas feministas” hahahahaha

    mas é foda mesmo, o naipe do povo curitibano…
    detalhe, isso tudo que falou é só em curitiba, no interior do paraná ninguém ia nem notar…
    olhar homem olha mesmo (eu olho, mas discretamente, especialmente com óculos escuros, pervert mod on), mas dá pra não ser rude no olhar…
    ah, você é das minhas pessoas preferidas, você sabe como eu sou, hehehe

    belo, post amiga
    mas não sai daqui não, seria só fugir, temos é que mudar a mentalidade desse povo besta que nós somos

    beijos

    ps: li inteiro de novo

  2. r disse:

    Ontem eu saí de vestido e all star. Meu vestido era daqueles que marca bem a cintura, tem a saia toda rodada e lacinhos nas alças. Aí eu tava de casaco, mas como fui almoçar no centro, tirei o casaco e fiquei de ombros de fora, decote em “v” de fora. Eu não tenho peito, então nem aparece nada, mas tenho pernão e bundão, o q “encurta” qualquer vestido. Me assim também, invadida por olhares descabidos. Me senti como se não devesse ter tirado o casaco, pq né, a gente tá no inverno e nossa colônia não permite sentir calor.
    Amo estar de pernas de fora, amo mesmo. Mas é uma sacanagem ter q passar por olhares, cantadas, e esse “vexame” todo quando quero usar um vestido ou um short… é bem ruim.

  3. rô! disse:

    *era rô, saiu só o “r.” hahaha

  4. Caróis disse:

    “Se você quer mostrar as pernas na terra do inverno eterno, você deve ser piriguete”
    “um frango assado caminhando no meio de um canil”

    Eheusahuehusuhahue

    Adorei o que você escreveu.
    Acho que você deve lembrar que no meio do inverno, quando faz verão, as pessoas tendem a esquecer o que é sentir calor, por isso as reações ficam ainda mais exageradas.
    Cada cidade vai ter seus problemas, você sabe disso. Ás vezes você tem que ceder e às vezes a sociedade vai ceder. É como qualquer relacionamento. O progresso é lento, por se tratar de um relacionamento com uma cidade inteira, mas aos poucos a gente vai evoluindo.

  5. gente que fim né…mas eu nao to nem aí, sério mesmo…esse povo tem que se ligar! adoro usar vestido e saias, claro que com o comprimento adequado a minha idade balzaquiana… fuck off esse povo sem nocao!!!!

    • A Debs do Deborices disse:

      é, helô, a gente tem que dar uns gritos de liberdade às vezes, né? a roupa é nossa, o corpo também e se alguém se incomoda pode passar raiva sozinho hahaha

  6. Debs, aconteceu algo assim ontem – e [INSIRA UM PALAVRÃO BEM GRANDE AQUI] era só um batom vermelho. Deus do céu, a gente não pode exibir um tico de sensualidade não-pensada (maquiagem diferente, roupa mais justa, curta ou decotada) que os primitivos pensam ter direito sobre isso. E é o que você disse – não arranca pedaço, mas fere a alma terrivelmente.

    • A Debs do Deborices disse:

      a gente se sente fazendo algo de ruim e começa a pensar em todos os “castigos” que pode sofrer por isso… isso tem que parar “/

  7. Paula disse:

    Acabei de dizer que me identifico com vc e vc me escreve isso, menina…
    Só pra eu ter certeza de que é verdade mesmo, né?? hahahha

    Me ‘vi’ andando na XV na ultima segunda feira… foi exatamente o que aconteceu comigo e com uma amiga minha (e olha que estávamos de vestido sim, mas com a amada meia-calça-fio-60)… Concordo também com a menina que falou do batom vermelho. CARACA, NÃO POSSO NEM DAR UMA MUDADINHA NA MAQUIAGEM QUE SOU TAXADA DE ~BISCATE?

    Mas sabe, ultimamente tenho abstraído um pouco a questão dos olhares, Debs, o que me incomodava profundamente, hoje já nem dou mais bola (isso pq, tks god, namorado ta sempre alí pra me dizer que NÃO ta ~biscate~, ta BONITO, ta com a MINHA CARA e ele gosta)

    O negócio é mesmo fazer o que nos faz bem…

    Beijos ❤

    • A Debs do Deborices disse:

      Paula, a XV é o reino dos desocupados medindo a gente milimetricamente, né? poxa, quero muito te conhecer pessoalmente hahaha!
      beijo beijo

  8. Dai disse:

    Agora eu percebi como eu estou feliz de ter mudado de cidade, hehe. Aqui os homens sao mais machistas, olham muito mais e comentam muito mais, e pior, em uma lingua que eu nao entendo (guarani). Mas como faz muito calor e todas as mulheres que nao tem de trabalhar em um escritório uniformizadas saem de mini, seja vestido, saia ou short, eu me sinto menos mal que em Curitiba.

    Muito bom post, com excessao da parte que você comenta sobre o “homem que tem idade para ser avô”. Faz você parecer uma dessas pessoas que vai olhar a minha familia e pensar “que horror!”. Imagino que essa nao seja sua intencao (assim espero), mas as sensibilidades de cada pessoa selecionam alguns clichês e preconceitos que às vezes estao em nossos discursos e a gente nem percebe.

    Beijo, gata.
    Vim aqui ler esse post e vi que havia um que eu nao tinha lido e fiquei muito chocada, nao quero perder nenhum 🙂

    • A Debs do Deborices disse:

      dai, não foi essa a intenção. foi mais no lado de “você deve ter netas da minha idade, quero respeito apenas como elas merecem”
      sua família é linda e como eu acredito que esse corpo nosso é só uma casca, a idade, peso, cor dele não devem ser impedimento pra que as almas se encontrem né mesmo?

      eu tenho certeza que pra você amar seu marido tanto ele te respeita como respeita a todas as mulheres da família dele – o amor que vem de forma diferente nas diferentes relações, mas o respeito tem que ser o mesmo: respeito a uma mulher com direito de ser livre 🙂

      entende o que eu digo?

  9. Dai disse:

    entendo sim, flor. Sempre a questao da reciprocidade né, nao faco com o outro o que eu nao gostaria que fizessem pra mim ou pra alguem que amo.

  10. Lola disse:

    Querida Debs, que chato isso de mulheres nem poderem sair à ura sem serem importunadas! Mas não sei se isso se restringe a Curitiba, né? Quer dizer, acho que em cidades com praia a roupa é outra, então um vestido, saia ou bermuda causam menos comoção. Só que a ideia do babão é mesmo se colocar numa posição de superioridade, de “avaliador do material”, sabe? Estou segura que quem fala grosseria na rua quer mostrar quem é quem manda. E não deixa de ser uam forma de restringir nosso direito de ir e vir, e de apontar que o espaço da mulher deve ser apenas o doméstico, não o público. Portanto… não é pessoal, nessa cidade, contra você, contra o seu vestido. É muito mais amplo. Pense nisso, pense nas suas experiências, e de repente escreva um post sobre o assunto….

    • A Debs do Deborices disse:

      Lola, infelizmente isso não se restringe a Curitiba mesmo. Muitas meninas reclamaram que sentem a mesma coisa por usarem batom vermelho. Acho que cada cidade tem mesmo um símbolo pra esse avaliador poder reconhecer e mostrar esse poder. É triste, dá vontade de vomitar de tão nojento. Não achei que meu post fosse causar tanta identificação e hoje várias pessoas vieram falar sobre ele comigo.
      Ver você aqui, a pessoa que eu mais admiro nesse assunto e que mudou minha forma de pensar (e indiretamente a do meu pai e do meu noivo) é o meu maior motivo de felicidade hoje. Obrigada pela atenção 🙂

  11. Ana disse:

    Muito bacana e válido o seu post, Débora. Acho que muita gente se identifica com essa situação e com certeza o problema não está em Curitiba. Moro no interior de minas Gerais, Numa cidade universitárioa, convivo com 12 mil pessoas mais ou menos da minah idade que teoricamente deveriam ter a cabeça menos provinciana, e aqui sair de short/saia/vestido sem ser julgada e assediada também é impossível. e olha que eu nem tneho 60cm de coxa.

    • A Debs do Deborices disse:

      É triste demais. Como a Lola comentou, tá em todo lugar e é um problema mais profundo do que parece – são eles tentando mostrar pra gente quem é que manda. Usar a roupa que a gente quer sem se importar é uma forma de ser livre!

  12. Pingback: Look do dia: bermudinha menta e listras irregulares | Deborices

  13. Helaine disse:

    O fato é que essa homarada NOJENTA sempre vai olhar pra gente com aquelas caras de maníacos-tarados-loucos. Isso me dá nojo, mas MUITO NOJO! Nunca saio com saia muito curta e NEM PENSAR em sair com legging sem uma boa blusa cobrindo todo o bumbum. Me sinto mal, me sinto estuprada. Na verdade nem gosto de mostrar ´sas partes pq tenho vergoínha mesmo…Mas o mundo tá cada vez mais machista, os homens estão cada vez mais nojentos. Lembro direitinho um dia, estava voltando da escola (no segundo grau): pensa nessa criatura aqui, com um moletão da Billie Brothers tamanho EG (sei lá pq eu usava esse tamanho, haha), e com a calça do uniforme tamanho 58. Passei na frente de uma casa e meu, o cara teve CORAGEM de me chamar de gostosa. CARALEO, aquela época eu pesava uns 45 kilos…me senti tão, mal, mas tããão mal que nunca mais esqueci o episódio!

    • A Debs do Deborices disse:

      Eu acho triste porque a gente se priva de coisas como se eles realmente tivessem direito de mandar na nossa roupa. Que que tem demais uma saia? Nunca viu pernas na vida?

      E sua história é de dar nojo. Sei lá, é uma falta de respeito absurda dessa gente…

  14. Manu disse:

    Sou de Curitiba também, e eu uso muito shortinho e saia, inclusive pra ir trabalhar (fuck the police =D). Mesmo eu que sou baixinha, magra e tenho pernas meio finas (nem gosto, estou tentando engrossá-las) sofro bastante com assédio e cantadas.

    Já me senti muito mal por isso, já deixei de usar algumas roupas, hoje em dia eu meio que “superei”, cheguei num nível que consigo não dar bola. Mas mesmo assim, às vezes dá muita raiva. Fora que não dá pra usar nenhuma roupa diferente sem ser olhada de cima abaixo nessa cidade. Esses dias saí de saia com meia 5/8, e além das grosserias habituais que aumentaram, o povo olha como se você fosse de outro planeta e um colega de trabalho disse que eu estava com um look muito “fetiche”. Tudo isso por causa de uma ~MEIA~.

    • A Debs do Deborices disse:

      Manu, eu usava meia 7/8 assim também e parei por causa dos olhares do povo. É fogo, parece que você deve algo pra alguém ou sei lá o que, né? Mas eu adoro esses looks com meias, nem ligue pra isso.

  15. Marina disse:

    Tem violência por parte dos homens que te invadem, tem violência por parte das mulheres que condenam, tem violência por parte de todo mundo (sei lá quem é o responsável por essa porra) que faz a gente se sentir mal pelo tipo do corpo que tem. E isso não deveria existir. Mas menos ainda deveria existir violência por parte da gente mesma que acha que tem que se esconder ou se mostrar por causa dos outros. Tudo deveria ser simples assim: ”acha a roupa legal? se sim, sai com ela. Se não, não sai.” Só isso…

    • A Debs do Deborices disse:

      rt em absolutamente tudo. ai, é fogo, porque parece que nós somos, sei lá, uma mulher vendo isso a cada dez sendo machistas e andando “na linha”…

  16. babs disse:

    ai debs lembra oq a gnt conversou há um tempo atrás, sobre usar coisas curteeenhas? olha aí o tanto de gente reclamando tb… o q falta é educação nos homens em se conterem, e nas mulheres, em reprovar sei lá o q! pra te falar a verdade, me sinto mais encomodada com as mulheres falando merda do q nos homens mexendo… eu ignoro, mas com as mulheres dá vontade de falar: tá com inveja bein?!

    • A Debs do Deborices disse:

      mulher sendo machista é o fim mesmo. me dá até um negócio, vontade de parar e corrigir na frente de todo mundo!

  17. babs disse:

    ah e cabe isso aqui sim. o q tá sempre na moda é ser autêtica.

  18. Flávia disse:

    nossa! como me identifiquei com a situação! da mistureba de japonês com baiano descendente de portugueses, herdei as pernocas mega-grossas e o derriere com (acredite) mais de 1 m… e por mais magra que eu tente ficar, eu serei assim sempre. e ponto. mas acredito que a *&%$taria dessa homarada nojenta não seja causada somente pela roupa que usamos. vivemos numa sociedade machista em que mulher não pode ser amiga de homem. onde um sorriso a mais é interpretado como disponibilidade e onde mulheres são cantadas descarada e grosseiramente até mesmo quando estão dentro do carro, com apenas a sua cabeça à vista… eu, infelizmente recuei. quase nunca mostro as pernas, cubro meu quadril como posso, usando mini-vestidos com calça, vestidos evasês e por aí vai. cheguei a um ponto em que até mesmo o boa tarde está restrito às pessoas que conheço. cumprimentar um homem desconhecido “apenas por cordialidade/civilidade” ao entrar num elevador? fora de questão. que doideira, não? e esse é só mais um dos milhares de motivos pelos quais eu simplesmente ainda não tive coragem de colocar uma criança nesse mundo podre.

    • A Debs do Deborices disse:

      ❤ flor, vocês viu o novo endereço né? agora o blog é http://www.deborices.com.br – dá uma passadinha lá ❤

      ntão, eu também tenho essas travas sociais. ai a gente fica com fama de antipática. é difícil, a gente só quer se proteger. eu tenho muita dificuldade, por eemplo, em cumprimentar uma pessoa com beijo no dia que conheço. maluco, né? acho invasivo mesmo…

      enfim, adorei seu comentário e espero sua visita no novo endereço!

  19. Lu Xavier disse:

    to adorando lendo aqui os pedacinhos do seu blog. e te digo uma coisa: sou do Rio. E fui a SP em maio, ainda no comecinho do inverno. Mas estava calor. MInha amiga botou um short para andar na 25 e passou exatamente por isso aí que vc descreveu. Nem era um short tão curto, no Rio não causaria maiores furores. Mas em SP foi chato. Chato mesmo, e a gente voltou logo pro hotel, pra ver se ela botava ao menos uma meia escura pra se sentir mais “confortável + protegida”.
    Ao mesmo tempo, eu, que morei 6 anos em Salvador, aquela terra da alegria, voltei cheia de hábitos pra Niterói, e causo certo alvoroço quando passo com flores, cores e balangandãs. Ando até economizando um pouco e ficando mais monótona, digo, monocromática.
    Saco.

    • A Debs do Deborices disse:

      Quanto mais ao sul, mais tacanha, né? Eu sou de Sp e moro no PR e aqui é muuuuito pior. acho que no RS usam burca 😛

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